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Autoria: Zuzana Fabianová

Temas como “Diversidade e Inclusão”, “Igualdade de Género” e “Ambiente” são temas em voga e que fazem parte do nosso quotidiano. Já todos lemos rios de artigos e ouvimos debates e discursos sobre estas matérias e não é por isso, que estes temas se tornam banais ou menos importantes. Isso, jamais pode acontecer.

Faço-vos uma proposta insólita e convido-vos por uns 2 minutos para um mundo com total ausência dos valores defendidos por estas causas.

Vamos imaginar uma empresa horrível, que não respeita nada nem ninguém. Uma empresa com políticas de Recursos Humanos discriminatórias, que não gosta de trabalhar com mulheres e que considera que as questões ambientais, como não sendo um problema seu. Vamos chamar-lhe “Empresa Que Quer Lá Saber, Lda.”.

A “Empresa Que Quer Lá Saber, Lda.” cria um perfil padrão para os seus quadros. Neste perfil apenas cabem homens de fato e gravata, sem tatuagens, de raça caucasiana, com pronúncia perfeita em português e nascidos em Portugal. Homens sem religião, sem filhos, solteiros, heterossexuais, jovens, com idade entre 25 e 30 anos, com peso inferior a 80 kg, com a altura mínima de 180 cm, com QI acima dos 115, de olhos verdes e sem óculos, de cabelo ondulado e preto. Quem fica fora deste padrão, nunca terá  hipótese, por muito que brilhe, de entrar nos quadros desta empresa. Quem não preencha estes requisitos apenas poderá ser admitido para trabalhos não qualificados, sem remuneração interessante e sem possibilidade de progressão de carreira. Ridículo!? Mesmo se esta empresa fosse uma agência de modelos continuaria a ser completamente ridículo.

Este exemplo pode ser extremo. Mas a verdade é que, ainda nos dias de hoje, estas situações acontecem e provavelmente também vão acontecer nos dias de amanhã. Existem pessoas que são excluídas porque não cumprem determinados requisitos, ainda que tenham todas as capacidades para desempenhar as funções a que se candidatam. E na verdade, todos perdem. Perde o candidato, porque não consegue o emprego, ou a progressão na carreira. Perde a empresa porque se privou das capacidades e talento que aquele candidato poderia proporcionar. Perde a sociedade, porque continua sem força para defender e implementar valores fundamentais para os direitos humanos.

Mas vamos lá continuar a imaginar situações do quotidiano da “Empresa Que Quer Lá Saber, Lda.” . Nesta empresa o Conselho de Administração é composto apenas por homens, heterossexuais, que não estão preocupados em estabelecer uma política que permita que mulheres, ou pessoas não heterossexuais tenham acesso a cargos de gestão. Também não estão preocupados em garantir a equidade de vencimentos entre homens e mulheres, independente da sua orientação sexual e com funções iguais.

Nesta “Empresa Que Quer Lá Saber, Lda.” considera-se chato e de complicada gestão as mulheres poderem ter o hábito desagradável de engravidar e de querer ficar de licença com os filhos.

Mais uma vez todos perdem, numa realidade com muitas “Empresa Que Quer Lá Saber, Lda.” ninguém pode contar com ninguém e cada um fica a lutar por si, num combate de desigualdade e descriminação. Mas qualquer empresa só consegue ter sucesso se for justa e integrativa e lutar em conjunto e do mesmo lado da batalha que todos os seus colaboradores.

Do outro lado da batalha existe a concorrência, os desafios dos clientes, um mercado agressivo, um governo inconsciente, entre outros desafios.

A sociedade precisa sem dúvida de empresas fortes, mas precisa também de empresas que lutem igualmente pelos direitos humanos, que não discriminem e que garantam um equilíbrio entre a vida pessoal, familiar e profissional dos seus colaboradores. Não há outra opção!

Vamos agora imaginar que a “Empresa Que Quer Lá Saber, Lda.” comprou um pedaço de terra no Gerês e que começou uma exploração de madeira. Os habitantes daquela zona a pouco e pouco começaram a abandonar as suas casas. Devido ao deslizamento de terras e a outras catástrofes naturais provocadas pela exploração de madeira, milhares de animais perderão o seu habitat.

Um jornalista pergunta ao dono da “Empresa Que Quer Lá Saber, Lda.”, o que irá fazer, quando acabar por completo com a madeira existente neste terreno e este despreocupadamente responde que depois compra um outro terreno para explorar.

Só para contrabalançar, vamos imaginar uma outra empresa que quer fazer a diferença pela positiva, a “Empresa Que Realmente Quer Saber, Lda.”

A “Empresa Que Realmente Quer Saber, Lda.” teve de empregar muitos esforços e investir muito dinheiro para implementar normas ambientais e certificar a sua empresa. O investimento que efetuou em políticas ambientais e as tarefas “invisíveis” para os olhos da maioria dos clientes obrigaram a “Empresa Que Realmente Quer Saber, Lda.” a subir os preços dos seus produtos, para se manter economicamente saudável. Os preços dos produtos da “Empresa Que Realmente Quer Saber, Lda.” tornaram-se pouco competitivos quando comparados com o preço de produtos similares da “Empresa Que Quer Lá Saber, Lda.”.

Neste cenário o que é que a maioria dos clientes vai fazer? Comprar mais barato.

Dá que pensar, não é? Em matéria ambiental as mentalidades têm de mudar e sem dúvida a regulamentação tem de ser menos superficial e mais consequente para garantirmos que é possível que empresas como a “Empresa Que Realmente Quer Saber, Lda.” conseguem ter sucesso e prosperar.

Voltando ao tema do equilíbrio, respeito e colaboração.

Na  “Empresa Que Quer Lá Saber, Lda.”, existe uma mesa cheia de comida, à mesa estão sentadas pessoas magras, maldispostas, cheias de fome. Em vez de braços, têm colheres de pau longas e inflexíveis. Cada vez que enchem a colher de comida, não conseguem coloca-la na boca, pois a colher é comprida de mais. Assim, todos estão a ficar cada vez mais esfomeados e agressivos.

Tal como em muitas outras situações na nossa vida profissional e pessoal, a solução neste caso passa pela colaboração. Estas pessoas não perceberam que a solução encontra-se nos restantes colegas à sua volta.

Na “Empresa Que Quer Realmente Saber, Lda”  no mesmo cenário de uma mesa cheia de comida, com pessoas com grandes colheres de pau em vez de braços, todas as pessoas estão gordinhas, alegres e bem dispostas. A diferença é que as pessoas estão a ser atenciosas entre si e estão a entreajudarem-se, colocando comida na boca uns dos outros.

Existem problemas que não conseguimos vencer se cada um lutar apenas por si. Temos de lutar uns pelos outros e talvez o nosso mundo possa ser um lugar melhor, seja na nossa vida profissional ou pessoal.

Nós na Wondercom não estamos indiferentes e fazemos atualmente parte de três movimentos.

Convido-vos a visitar estas três causas e a interiorizarem ainda mais estes valores que fazem parte da nossa cultura. Vamos tornar todos os dias cada vez mais a nossa empresa numa “Empresa Que Realmente Quer Saber, Lda.”.

Causas principais:

  • Gestão dos impactos ambientais da organização.

O nosso compromisso:

  • Medição, gestão, divulgação e também redução das emissões de gases de efeito estufa.

Website AQUI

Causas principais:

  • Ajudar a conectar/promover empresas pertencentes a mulheres (empresárias) com potenciais compradores, permitindo-lhes competir no mercado global.

O nosso compromisso:

  • A empresa tem de ser detida em pelo menos 51% por uma ou mais mulher(es).

Website AQUI


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