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Autoria: Samuel Cruz 
Sistemas de Informação

A maior parte das pessoas já ouviu falar em Blockchain mas creio que poucas sabem exactamente do que se trata. No final deste artigo vão estar preparados para dar uma abada sobre este tema à mesa do café! Aliás, à mesa do Teams, do Zoom ou do Skype

Blockchain é fundamentalmente um tipo de base de dados descentralizada. Ao contrário das bases de dados comuns, em que mesmo que sejam compostas por clusters de vários servidores, os dados estão juntos e organizados por tabelas com linhas e colunas (muito semelhantes a folhas de Excel), neste novo tipo de base de dados, estes são agrupados em blocos (block) e são segmentados e dispersos por múltiplos computadores numa rede. Nenhum dos computadores tem acesso a todos os dados, e cada bloco de dados tem informação de qual é o bloco de dados anterior, e onde se encontra armazenado. É deste efeito em cadeia que vem o chain (corrente).

Apesar de parecer complexo, o sistema é na verdade relativamente simples. Quando um computador, dispositivo móvel, servidor, etc gera dados num sistema suportado em blockchain, é iniciado um novo bloco, carregado com os dados, e quando atinge um determinado número de informação (tamanho) é enviado para um dos computadores da rede blockchain. Quando este processo termina o equipamento que está a originar os dados inicia um novo bloco, e envia-o para outro.

Esta segmentação da informação tem vantagens incríveis ao nível da segurança. Se um dos computadores da rede blockchain for comprometido e os dados forem roubados, estes não representam nada. São apenas um pedaço de informação sem contexto e inutilizável.

Outra das vantagens do Blockchain é que a informação, uma vez escrita é imutável. Não pode ser alterada nem apagada. Cada novo bloco gerado, depois de guardado num computador da cadeia de blockchain é replicado para inúmeros outros servidores. Isto serve para dois propósitos: Se aquele computador tiver uma avaria e deixar de estar disponível os dados não se perdem, há outras copias dos mesmos dados noutros computadores. O outro motivo é, se o proprietário desse computador decidir adulterar os dados dos blocos que está a alojar, estes ficarão inutilizados, porque de cada vez que um bloco é lido, o sistema compara a informação nele contido com as restantes copias do mesmo bloco espalhadas pela rede, e se esta comparação falhar o bloco “diferente” é excluído.

Até agora a tecnologia blockchain tem sido usada maioritariamente nas criptomoedas como a Bitcoin e semelhantes porque o facto de não serem detidas por nenhuma entidade, governo, regulador, etc obriga a que a informação esteja descentralizada. Todas as transações realizadas em criptomoedas desde o primeiro dia em que estas existiram estão guardadas em milhares de computadores espalhados por todo o mundo, ligados à rede blockchain da moeda em causa. Nenhum deles têm relevância particular, mas todos juntos formam uma base de dados.

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