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Autoria: Anabela Chaves 
Qualidade Ambiente e Segurança 

É TEMPO DE AGIR

Muito se tem falado de ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS e SUSTENTABILIDADE nos últimos anos… mas será que já paramos para pensar verdadeiramente no que isto significa? 

Serão estas, apenas palavras da moda, que entraram de forma rotineira no nosso vocabulário, que depois de tantas vezes proferidas perderam a força que efetivamente deveriam ter? 

Quais sãos os verdadeiros impactos que as alterações climáticas podem ter nas nossas vidas? 

O que podemos fazer enquanto cidadãos, empresas e governos para dar o nosso contributo para a sustentabilidade do nosso planeta?

Estas, e muitas outras perguntas carecem de uma urgente reflexão. Agora, mais do que nunca o tempo urge, as alterações climáticas já se fazem sentir de forma cada vez mais intensa e frequente, ou não fossem elas, muitas das vezes a abrir os telejornais, e a fazerem as principais manchetes….

SUBIDA DO NÍVEL DO MAR NUNCA FOI TÃO RÁPIDA EM TRÊS MIL ANOS

JN – 23/02/2016

DORIAN, O FURACÃO MAIS DESTRUIDOR DE SEMPRE A PASSAR PELAS BAHAMAS

TVI24 – 07/09/20219

JÁ DEVÍAMOS TER PLANOS. SUBIDA DO MAR VAI AFETAR CERCA DE 150 MIL PORTUGUESES

RTP Noticias – 19/02/2020

SECAS MAIS LONGAS E INTENSAS EM PORTUGAL

National Geographic Portugal – 05/06/2020

CANADÁ REGISTA TEMPERATURA MAIS ALTA DE TODOS OS TEMPOS DE 49,5ºC

France24 – 30/06/2021

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS. CIDADES COSTEIRAS EM RISCO COM A SUBIDA DO NÍVEL DO MAR

RTP Noticias – 14/10/2021

Não podemos ficar indiferentes perante tamanha destruição, e continuar a assistir a todas estas notícias no conforto das nossas vidas de forma passiva, em prol de um suposto crescimento económico, que caso não façamos nada, seremos nós próprios vítimas dele.

Mas afinal, porquê que todas estas notícias são cada vez mais frequentes?

Vamos então começar pelo início…

Nem sempre nos damos conta, mas tudo o que usamos no nosso dia a dia – a roupa que vestimos, os alimentos que consumimos, os meios de transporte que escolhemos, os gadgets que adquirimos, os eletrodomésticos que utilizamos, a casa onde vivemos, entre muitas outras opções que fazemos ao longo da vida, vêm da natureza… o que significa que, para que todas estas coisas sejam produzidas, muitos foram os recursos naturais não renováveis que foram consumidos, bem como a energia despendida  para o seu fabrico. 

Acresce ainda, que muitos destes objetos são também eles consumidores de energia durante todo o seu ciclo de vida, contribuindo uma vez mais para a depleção dos recursos naturais.

Todas estas escolhas que fazemos, supostamente em prol de uma melhor qualidade de vida, para além do consumo de recursos e de energia, dão também origem à emissão de gases de efeito de estufa (GEE)[1], entre os quais se destaca o CO2 (dióxido de carbono) quer seja durante o seu fabrico, transporte, utilização ou até mesmo aquando da sua eliminação. 

Gases estes que contribuem para o aquecimento global do planeta, o que consequentemente conduz às alterações climáticas que temos vindo a assistir de forma cada vez mais reiterada e destruidora, com todos os impactos negativos que isso representa nas nossas vidas, e até colocar em causa à nossa sobrevivência enquanto espécie humana, se nada for feito.

Muitos são aqueles que ainda hoje em dia, em nome de uma economia em crescimento, estão relutantes em mudar os seus padrões de consumo e os seus estilos de vida. Exemplo disto mesmo são as várias tentativas em termos mundiais, com a realização de várias cimeiras sobre o clima, onde se tenta obter uma posição concertada entre todos, pois as alterações climáticas não conhecem fronteiras, nesta que é a nossa aldeia global e da qual todos dependemos… porque como já alguém referiu “Não existe planeta B”.

Mas desenganem-se, aqueles que pensam que este é um problema apenas ao nível dos governos… este é um problema que começa em cada um de nós, e como tal todos podemos e devemos ter um papel ativo quer enquanto cidadãos, empresas, comunidades locais. administrações locais e centrais.

Enquanto cidadãos, muitos são os passos que podemos dar no sentido de tornar o nosso estilo de vida mais sustentável, e que podem passar por ações tão simples, quanto deixar de utilizar sacos plásticos, optar por produtos com rótulo ecológico, efetuar a separação seletiva dos resíduos, tornar a nossa casa energeticamente mais eficiente, otimizar os consumos de água, evitar o desperdício alimentar, consumir alimentos de produção local e da época, refletir sobre a real necessidade de adquirir determinado bem, optar por meios de transporte com menor impacto ambiental, reciclar e dar nova vida a objetos, entre muitas outras opções que estão ao nosso alcance…

Também nós na Wondercom, não poderíamos ficar indiferentes a esta temática, ou não fossemos uma empresa com um sistema de gestão ambiental certificado pela ISO 14001, várias são as medidas já implementadas, para mitigar os impactos ambientais decorrente da nossa atividade.

Mas, consideramos que podemos sempre fazer mais e melhor, e com isto em mente a Wondercom, associou-se à CDP – Carbon Disclosure Project, (https://www.cdp.net/pt), sendo esta uma associação sem fins lucrativos, que opera um sistema global de divulgação relacionado com as emissões de carbono, para que investidores, empresas, cidades, estados e regiões passem a medir e a gerir os seus impactos ambientais, e consequentemente reduzir as suas emissões de GEE (gases de efeito estufa).

Acreditamos que aumentar a CONSCIENTIZAÇÃO DE TODOS sem exceções, para as questões ambientais, por meio da medição e da divulgação é essencial, para um planeta que se quer mais sustentável.

Se chegou até aqui, e ainda não está convencido de que uma alteração de comportamentos é necessária e urgente, convidamos o leitor numa viagem ao futuro, com a ajuda de um mapa interativo desenvolvido pela “Climate Central” onde podemos ver os territórios em risco de ficarem inundados em 2050, devido à subida do nível da água do mar, em consequência do aquecimento global.

Mas os efeitos do aquecimento global vão bem mais além… não se ficam apenas pela subida do nível da água do mar … com maior frequência iremos assistir e vivenciar fenómenos cada vez mais extremos, tais como:

  • Surgimento de tempestades sob a forma de chuvas torrenciais, furacões ou tornados, destruindo tudo à sua passagem;
  • Surgimento de epidemias e pandemias com caracter mais frequente, causando a morte de milhares de pessoas;
  • Perda de biodiversidade, com todas as consequências que tal acarreta;
  • Temperaturas a baterem todos os anos novos máximos históricos, sendo estas cada vez mais incompatíveis com a vida humana, dando origem a:
  • Aumento do número de mortes devido ao calor;
    • Desertificação de vários territórios no planeta;
    • Escassez de água doce;
    • Ocorrência de incêndios dantescos;
    • Surgimento no hemisfério norte de doenças até agora tipicamente localizadas no hemisfério sul, tais como a malária e o dengue;
    • Entre muito mais…

Nunca na história, a nossa sobrevivência esteve tão ameaçada, mas o paradoxo é que essa ameaça surge de dentro da própria espécie humana. Somos dotados de inteligência que nos permite realizar os maiores feitos, mas e em simultâneo, essa mesma inteligência impede-nos de agir em uníssono em busca de um equilíbrio entre homem e natureza, porque estamos mais focados no desenvolvimento económico, mas do qual seremos as próprias vítimas se nada fizermos.

Perante fatos não há argumentos… é tempo de agir, o combate às alterações climáticas deve ser encarado como a batalha das nossas vidas, antes que seja tarde de mais, adotando comportamentos e estilos de vida mais sustentáveis, para que não tenhamos de lamentar no futuro a nossa inação de agora.. mas que de uma forma inexplicável continuamos a protelar.


[1] Os Gases de Efeito Estufa são compostos gasosos capazes de absorver parte da radiação solar, aprisionando assim calor na atmosfera. Ao reter calor, e à medida que as atividades humanas contribuem para o rápido aumento das suas concentrações na atmosfera, os GEE potenciam o efeito estufa, o que consequentemente conduz a um incremento da temperatura global do planeta.

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