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Autoria: Andreia Nunes
Departamento de Recursos Humanos

Nos últimos anos vivemos tempos atípicos, em que o certo se tornou o incerto, pondo em causa tudo o que dávamos por adquirido. Emergimos numa nova realidade, assistimos a mudanças, muitas disruptivas e sem precedentes, que nos obrigaram a profundas e rápidas adaptações não só na nossa esfera pessoal mas também em contexto corporativo.

Ora vejamos alguns desses desafios e mudanças que maior impacto tiveram na vida das empresas e dos seus colaboradores;

  • De um dia para o outro, deixámos o escritório para trabalhar em casa e fomos obrigados a reinventar o espaço onde trabalhamos e vivemos;
  • O recrutamento passou para os ecrãs e começou a fazer-se à distância, abrindo portas à globalização do mercado e do local de trabalho;
  • O onboarding ganhou uma nova vida e uma nova dinâmica mas também novas preocupações;
  • Com as suas vantagens e desvantagens o próprio processo de aprendizagem passou a ser cada vez mais autónomo;
  • A formação recriou-se, adotando soluções cada vais mais criativas inovadoras e flexíveis;
  • As dinâmicas de trabalho tiveram de ser repensadas;
  • As ferramentas e soluções tecnológicas que mantínhamos tiveram de ser reavaliadas e implementadas outras novas para tornar os processos eficientes e capazes de dar resposta à realidade atual;
  • A cultura organizacional abalada;
  • A comunicação, numa fase inicial fragilizada.

De facto, esta realidade apanhou-nos a todos desprevenidos, no entanto, e contra todos as expectativas, criou um vasto número de oportunidades e acelerou uma série de mudanças e processos inquestionáveis na realidade atual.

Nesta transição de um mundo físico para o mundo digital, a tecnologia teve um papel absolutamente vital. Sendo à largas décadas parceira de negócio, foi posta à prova e forçada a desbravar terreno. Inevitavelmente, as empresas num contexto de imprevisão, tiveram de alavancar os seus processos de transformação digital, explorando não só ferramentas já implementadas e a sua eventual necessidade de adaptação, como novas que melhor respondessem aos desafios contemporâneos.

À grande preocupação de dar continuidade a toda a atividade de negócio, juntaram-se outras tantas inquietações, como a simples capacidade de continuarmos a trabalhar em equipa de forma eficiente e eficaz, nesta nova realidade.

Nesta inversão do face to face para o digital a comunicação foi sem dúvida mais um desassossego, mas também aqui a tecnologia foi posta a seu favor.

E quando falamos em comunicação, não nos reportamos aos processos complexos de comunicação externa ou orientada para os clientes (deixemos isso para os especialistas da área!). Também não falamos da comunicação na perspetiva estratégica e interna como processo fundamental de aculturação dos colaboradores e consolidação do seu sentimento de pertença à organização (matéria certamente para outra rubrica). Referimo-nos sim à comunicação do dia-a-dia, sobretudo ao nível da conetividade com o resto da equipa e à qual estávamos habituados de uma forma fluída, cara a cara, sem barreiras ou desafios.

De facto, talvez complicássemos até então um pouco… Não pondo em causa os benefícios do contato presencial, que não nos atrevemos a questionar, certo é que as reuniões não se equacionavam de outra forma que não presencial, e lá fazíamos quilómetros ou articulávamos agendas para que se garantisse a participação de todos.

Mas, como em tudo, também aqui fomos impelidos à mudança e rapidamente nasceu um novo conceito de comunicar no qual nos transportámos para uma realidade onde estamos virtualmente presentes apenas à distancia de um clique.

E, se o telemóvel ou email já eram parceiros nas nossas vidas e com o qual mantínhamos já uma relação dependente de amor ódio, tecnologias como o ZOOM ou o Microsoft Teams tornaram-se instrumentos absolutamente fundamentais no dia a dia atual, assumindo também um papel social e diríamos até terapêutico enquanto facilitador ou mesmo impulsionador da interação social.

Mas se por um lado nos dias de hoje nos vemos inundados de reuniões virtuais (que nos criam o desafio futuro de as otimizar) não podemos esquecer a importância que este tipo de comunicação assumiu para as equipas de trabalho, como se perpetuou na realidade atual e como certamente se revolucionará na futura. Tudo isto, num passado tão recente em que a comunicação virtual era esquecida ou desconhecida de muitos.

E está tão incutida no nosso dia a dia que, quantos de nós não participaram já na mesma reunião virtual mesmo ocupando o mesmo espaço físico?

Certo é que, mesmo desconhecendo os efeitos a médio longo prazo de todas estas alterações, resta-nos refletir sobre elas e de uma forma sábia e estratégica, utilizá-las de um modo equilibrado e a nosso favor!

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